Confrontos com a Normalidade


Existe uma busca constante em atender expectativas previamente intuídas ou imaginadas, padrões que possam estabelecer condutas ideais e de normas que permeiam relações sem que sejam afirmadas e validadas. Vivemos constantemente buscando comportamentos e sentimentos que estejam no universo normativas do momento.

Não existe dois seres humanos iguais, todos são diferentes mas se aproximam.

Estamos ainda aprendendo a conviver com a diversidade. Durante muito tempo pregou-se a crença de que somos todos iguais. As religiões ainda propagam esta idéia. Porém, tudo nos diferencia. Somos diferentes em si, mas nem sempre nos consideramos especiais por esta diferenciação. Todos, de alguma forma, nos aproximamos e nos distanciamos dos padrões que se considera normal. Mas, aqueles que de certa forma se distanciam muito dos padrões são considerados loucos, inadequados, diferentes, excêntricos e outros adjetivos.

Porque esta preocupação muitas vezes exagerada em ser normal? Acredito que para não deixe de pertencer. A idéia de normal agrega pessoas como pertencentes a um clube, Ser diferente é não ter as condições de pertencer a tal clube, classe, casta ou irmandade. Tememos não pertencer e por isso encarar definitivamente a solidão imanente: a característica humana que se confunde com a própria essência do humano.

Precisamos de referências para nos balizar em nossas ações, em nosso existir e para poder ter o espírito crítico e uma ordem racional. Tememos sermos traídos por nos mesmos quando em interação nestas mesmas referências. Porém não podemos perder a nossa liberdade de nos aceitarmos como somos; este é o parâmetro pessoal.

Léo Baroni

Um comentário sobre “Confrontos com a Normalidade

  1. Dr, boa noite. Li quase todos os comentarios, e fui me identificando. No comeco de abril passei mal pensei que iria morrer, internei duas vezes com sintomas de friagem, falta de ar, sintomas de que minha preSsao estava subindo muito. Apos minha ultima internacao, o medico me encaminhou para psiquiatra e fui identificada
    Com sindrome do panico, estou fazendo tratamenro com remedios, comecei com a sertalina e meu miita dor de cabeca, depois passei para venlafaxina, e tb nao deu certo e agora estou tomando ansitec. Tem um mes que estou tomando e as vezes nao me sinto em mim, me sinto longe, triste. E normal? Comecei a fazer a psicoterapia, espero me fazer bem, pois hj tenho medo do medo, medo de sentir uma crise e chegar a ser internada de novo. E quanto tempo leva para zerar todos os sintomas?

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